Cidade turística, com temperatura média de 25ºC o ano todo, Yalong é agradável para os visitantes e melhor ainda para a preservação das várias espécies de peixes tropicais e de corais de inúmeras cores e formas, que podem ser vistas através do mar cristalino, com até 10 metros de visibilidade. A infra-estrutura de balneário, os parques, as moradias de luxo, os centros de conferência, os hotéis top de linha e os cursos de golfe contribuíram para a nomeação da Baía de Yalong a um patamar turístico único, devidamente autorizada pelo Conselho Estadual.
Um dos entretenimentos mais procurados na ilha é o golfe e, junto com ele, hotéis, campos, cursos e campeonatos foram se instalando em meio a um cenário de praias, montanhas, manguezais e floresta tropical. E a intenção é crescer ainda mais, chegando a competir com os grandes campos americanos. Sanya conta com a ajuda dos investidores privados e tem aval do rigoroso governo chinês para o desenvolvimento da região. Potencial sabemos que tem, é só uma questão de tempo agora.
Como todo projeto do gigante asiático, quando o público-alvo são os (endinheirados) estrangeiros, a Baía de Yalong acumula reclamações dos mesmos em muitos serviços oferecidos. A barreira de línguas ainda é o grande empecilho para uma viagem tranquila, pois faltam profissionais bilíngues para instrução aos turistas em serviços complexos como o de mergulho, por exemplo. A conservação e a limpeza de locais públicos é outra queixa frequente dos turistas, mas a administração local tem se apressado na contratação de empresas para melhoria destes serviços e tem sido elogiada pelos visitantes. A capacitação no atendimento ao público estrangeiro não se restringe à Yalong. Acredito no trabalho que está sendo feito em larga escala e, prova disso, foi a recepção calorosa e bem feita nas Olimpíadas de 2008. Nunca se viu tamanha preparação de pessoas para qualquer evento que já acontecera - aulas de inglês, etiqueta, cultura - tudo pensado para Beijing ficar conhecida como “a cidade que dá as boas vindas”. O caminho é esse mesmo, a questão é quanto tempo levará para estar tudo pronto. A dica é: não espere que tudo esteja bem preparado para ir, pois quando estiver assim, tudo estará tão ocidentalizado que nem vai parecer que você está na China, acredite.
Para chegar à ilha, tem vôos saindo de Hong Kong - a distância é a mais curta. Depois de desembarcar em Sanya, pegue um táxi para chegar à Baía de Yalong, pois vale mais a pena do que contratar serviço especializado. Há hotéis para todos os gostos e bolsos, porém é bom se certificar se há atendimento em inglês básico, pelo menos nos hotéis com preço mais em conta, pois isso pode virar o grande stress de uma viagem inesquecível.
Termino aqui como comecei, com Manuel Bandeira, que descreve tudo o que a beleza natural que a Pasárgada dele oferece. Coincidentemente, a minha também.
“E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada”

Graduate Degree in Business Administration, she is a specialist in Tourism and a consultant on leisure, study and business trips to China. Born in Beijing, she has lived in São Paulo for 18 years. She travels frequently to different Chinese provinces for commercial events and visits to relatives and friends, all of which allows her to live out social, political and economic changes close up.
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