05.19.2012





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China - Culture
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Um país que cresce, inova e se reinventa há 2000 anos (2)

Em seu segundo artigo, Ming Tsung Wu mostra como a civilização chinesa, ao longo de suas dinastias, influenciou a história de muitos países, em diversas regiões do globo. Destaca, como exemplo, o ressurgimento da Europa. De São Paulo.

Depois da decadência da Dinastia Han (202 a.C.-220 d.C.), o Confucionismo também se enfraqueceu na China. A filosofia, que era dominada por estudiosos, cresceu na classe popular, porém, o Taoísmo era mais bem aceito pelo povo. O objeto que caracteriza o Taoísmo é o pote de incenso, que pode ser encontrado nas casas de muitas famílias até hoje. 

O Budismo, mesmo que existente há séculos na Índia e propagado para outras regiões, somente entrou na China em torno de 350 d.C. Apesar de ser uma religião estrangeira, foi rapidamente aceita pelo povo, e mudou a filosofia e a cultura chinesas em muitos aspectos. Isso é muito interessante, porque mostra que, em muitos momentos, a China também foi influenciada pela cultura de outros lugares.

Mesmo que esculturas de pessoas e imagens de deuses já fossem muito comuns na Grécia, no Egito e na Índia, elas chegaram à China somente nesta época. Os chineses faziam esculturas de homens como guerreiros de terracota, mas estes não serviam para ser cultuados e não representavam deuses e espíritos.

Quando o Ocidente entra na Idade Média das trevas, a China começa a Dinastia Tang (618-907), outro grande apogeu. Estima-se que neste período mais da metade da riqueza mundial concentrava-se na China (e pertencia à China). Outro fato importante é que as mulheres podiam estudar, fazer poesias e discutir política com os homens. Surgiu então a primeira e única Imperatriz na história da China: Wuzetian.

A cultura, a liberdade de expressão e a educação também atingiram qualidade nunca vista. Os chineses podiam fazer porcelanas, roupas de seda e artesanatos de tal forma, que algumas dessas técnicas são usadas até hoje. As tecnologias atuais apenas melhoraram as ferramentas, mas as técnicas de fabricação permanecem. 

Os chineses podiam fazer porcelanas, roupas de seda e artesanatos de tal forma, que algumas dessas técnicas são usadas até hoje.

A poesia e a pintura também chegam a um estágio de amadurecimento. Os textos não falam apenas do homem em relação aos deuses ou de temas políticos, mas também sobre amor, paisagens e assuntos antes nunca imaginados. Com as riquezas na China, muitos dedicavam seu tempo somente à produção de artes e às festas com amigos.

A Dinastia Tang durou pouco menos de 300 anos. Infelizmente, os últimos imperadores confiaram demais nos oficiais e deixaram a corrupção tomar conta do país. As freqüentes revoltas dos povos e as invasões dos estrangeiros fizeram a China se dividir em pequenos reinos durante 54 anos.

Depois, veio a Dinastia Song (960-1279). Por causa dos problemas causados na dinastia anterior, ela traz de volta os costumes reservados do Confucionismo. Podemos perceber isso pelas roupas usadas pelas mulheres. Enquanto as roupas femininas Tang usavam decotes arrojados, as mulheres Song não podiam nem mostrar parte do colo, mesmo em dias de calor. 

O foco total na busca da sabedoria do povo fez com que a Dinastia Song tornasse a China um país fraco militarmente, já que quem dedicava tempo às artes marciais ou de guerra era considerado bárbaro e ignorante.

Na economia, surgem novos sistemas. Fusões, aquisições e parcerias entre empresas acontecem com freqüência. Ao mesmo tempo, a moeda em papel é inventada e entra em circulação rapidamente com o crescimento dos bancos e emissores de cheques (parecidos com as empresas de créditos de hoje). A moeda chinesa manteve-se estável durante 300 anos, um fato nunca realizado por outro país. Assim, a economia da China consolidou sua posição de número um em valores absolutos de produção.

A Dinastia Song não resiste aos invasores do norte, que visavam às riquezas que ela possuía. O poderoso império Mongol (Dinastia Yuan, de 1279 a 1368), invade a China depois de conquistar parte da Europa, tornando-se o maior império da história da humanidade.

Marco Polo (1254-1324) visitou a China neste período e, então, escreveu e apresentou uma China que os ocidentais não conheciam.

Outro personagem muito respeitado pelos chineses é o Padre Matteo Ricci, um dos responsáveis pela introdução do cristianismo na China.

Outro personagem importante e muito respeitado entre os chineses é o Padre Matteo Ricci (1552-1610), um dos responsáveis pela introdução do cristianismo na China. Ricci já falava diversas línguas, incluindo o português, sendo fácil para ele ficar fluente em mandarim. Durantes seus 28 anos na China, ele pregou o cristianismo e deu aulas de ciências para os chineses, sempre em chinês. Também foi o primeiro ocidental a fazer um sistema de romanização dos caracteres chineses.

As invenções chinesas foram levadas para o Ocidente graças à dimensão do Império Mongol. A pólvora fortaleceu o poder concentrado dos reis europeus, a técnica de impressão influenciou o renascimento cultural, o dinheiro em papel ajudou a fortalecer a economia e a bússola fez acontecer as grandes navegações. Podemos afirmar que todo o ressurgimento da Europa teve uma grande participação dos chineses.

Como a China era a região mais rica do mundo, sustentava todo o império. Mas a dificuldade de administração e a discriminação de classes sociais da Dinastia Yuan determinaram seu fim. 
A violência e a corrupção dos oficiais mongóis fizeram com que a rica China ficasse na miséria e que o povo chinês se rebelasse freqüentemente por causa da fome. Em apenas 70 anos, os chineses tomaram o poder de volta, e veio então a Dinastia Ming (1368-1645). 

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Profile

Ming Tsung Wu

Ming Tsung Wu

Director of the NinHao Center of Language and Culture and Mandarin professor. Was born in Taiwan and has lived in Brazil for 17 years, 10 of which dedicated to the educational area. Published several didactic books. Made presentations at the Brazil-China Economic Development Chamber (Course on Corporate Brazil-China Etiquette) and at Aduaneiras (China: Business Trip).

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